quinta-feira, 6 de junho de 2013

Administração: Gestor de Facilidades

Um novo profissional nos condomínios
Tendência crescente mesmo nos empreendimentos residenciais, o gestor de facilidades (ou facilities) promove a integração entre “pessoas, tecnologias e serviços”, estendendo sua atuação às demandas específicas dos condôminos. Lida ainda com a racionalização dos custos, a busca da qualidade e a mediação das regras de convívio interno.
Conceito vinculado à administração da infraestrutura física e tecnológica, dos espaços e do uso das edificações, o gerenciamento de facilidades ou facilities management surgiu bastante vinculado ao ambiente do trabalho (comercial, industrial e de serviços), mas acabou migrando para alguns empreendimentos residenciais. Atualmente emprega profissionais com essa expertise principalmente nos edifícios de alto padrão ou nos chamados condomínios-clube. “Por definição, o facilities promove a integração de pessoas, tecnologia e serviços”, acompanhando a maior complexidade dos sistemas prediais, afirma Marcos Maran, um dos fundadores e atual presidente da Abrafac (Associação Brasileira de Facilities), também gerente do Departamento de Manutenção, Operação de Utilidades e Obras do Centro Empresarial de São Paulo.
Um dos ícones entre os empreendimentos comerciais da cidade, o Centro Empresarial foi inaugurado em 1977 no Jardim São Luiz, zona Sul, com área construída de 410 mil metros quadrados. Atualmente emprega cerca de 300 trabalhadores, responsáveis por garantir o funcionamento de um complexo de prédios que recebem 22 mil pessoas diariamente. Seis gerências cuidam do dia a dia do Centro, todas dentro dos parâmetros do facilities. Ou seja, a gestão de facilidades diz respeito não somente à especialização de um profissional, como também a um novo conceito de administração.
No caso do Departamento comandado por Marcos Maran, isso representa uma sintonia fina na supervisão, operação e compra de insumos nas áreas de manutenção, elétrica, ar condicionado, hidráulica, mecânica, edificações, limpeza, paisagismo e programas de coleta seletiva e de descarte de lâmpadas de mercúrio e de lixo infectante. Envolve ainda o suprimento de energia, água e gás, mas o que acaba inteirando a perspectiva do facilities é que todo esse escopo de serviço é oferecido ao usuário na manutenção ou reforma de suas próprias unidades. “Atendemos pontualmente as demandas particulares dos condôminos, com repasse de custos”, explica Marcos Maran. O benefício é facultativo, entretanto, toda e qualquer obra interna ou na área comum deve passar obrigatoriamente pelo crivo de uma equipe da administração do condomínio. Outro diferencial da gestão de facilidades em seu Departamento acontece no relacionamento humano. “Nossa área lida muito com o condômino, então temos que garantir uma boa interação, atuando em conjunto com a gerência de segurança ”, diz Maran. Segundo ele, a gestão de facilidades pode também levar ao usuário “todo um suporte de conforto” em seus respectivos andares, como café e máquinas copiadoras.
OS BENEFÍCIOS PARA OS RESIDENCIAIS
Engenheiro eletricista com MBA em Gestão de Facilidades, curso de pós-graduação que realizou junto ao Departamento de Engenharia Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Marcos Maran defende que os residenciais incorporem alguns dos parâmetros da gestão de facilidades. Ele acredita que esses condomínios não tenham condições orçamentárias de comportar toda uma estrutura própria de facilities, mas pondera que podem e devem contratar um gerente especializado nesta função e/ou o próprio síndico profissionalizado.
O presidente da Abrafac recomenda também contratar administradoras que já tenham incorporado o facilities em seus processos. “Os prédios ficaram mais complexos. Por exemplo, moro em um condomínioclube, no bairro do Morumbi, que dispõe de sistema de detecção de incêndio, medição individualizada de gás e água, geradores, serviços dos quais pouco se falava há dez anos.” “Como um profissional não especialista pode tomar conta disso tudo?”, questiona Maran, com a experiência de quem comanda 125 funcionários próprios em sua gerência no Centro Empresarial de São Paulo. Já no contexto dos residenciais, uma das principais contribuições do gestor de facilidades reside na harmonização e disciplina do convívio coletivo. “O interrelacionamento humano é muito forte no facilities, este profissional tem não apenas a obrigação de fazer tudo funcionar muito bem, mas uma grande capacidade intuitiva de lidar com o morador”, observa.
Nos condomínios residenciais ou empreendimentos comerciais e de serviços de pequeno e médio porte, este profissional surge, em geral, personificado na figura do gerente predial. É o caso de Luiz Fernando de Toledo, tecnólogo de edificações que desde 1977 atua no segmento. Há dois meses Luiz Fernando assumiu a função no Condomínio L’Essence, um residencial de alto padrão localizado na Vila Nova Conceição, bairro nobre da região Centro-Sul de São Paulo. Com apenas 17 apartamentos, um por andar, Luiz Fernando cuida, entre outros, de serviços de hidráulica e elétrica realizados dentro das unidades.
Para o diretor do Departamento de Infraestrutura e Projetos de uma grande administradora de condomínios, Audrey Ponzani, ainda existe um grande caminho para se possa disseminar o conceito de facilities entre os residenciais, “pois você encontra um usuário bastante diversificado, com variadas posturas”. “É diferente de um cliente corporativo, com uma cultura já definida, por isso temos que profissionalizá-los (os residenciais).” Nestes, a gestão de facilidades pode trazer como principal benefício a “otimização da relação custo benefício, aumentando a qualidade dos serviços prestados”, observa Audrey. Isso se torna possível quando o gestor “passa a auditar os processos com base em indicadores, estabelecendo-se padrões que lhe permite cobrar os fornecedores ou funcionários”, diz. O procedimento pode, segundo Audrey, ser introduzido nas áreas de limpeza, manutenção, portaria, segurança e paisagismo, “auxiliando no diagnóstico e desenvolvimento de um plano de trabalho”.
RESPEITO ÀS NORMAS E CONVÍVIO MAIS PACÍFICO
Faz pouco menos de um ano que os primeiros proprietários dos apartamentos do Condomínio Totalitá, em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, começaram a ocupar as duas primeiras torres do empreendimento, de um total de quatro. Foram recebidos não apenas com uma verdadeira infraestrutura de condomínio-clube, mas também por uma gestão profissionalizada de serviços, incluindo o mensageiro que acompanha os prestadores externos até a unidade que os contratou; assessoria esportiva para uso da sala de fitness; sistema de controle de uso das piscinas restrito aos moradores; acesso via internet às informações relativas à programação das atividades, Regulamento Interno e benefícios disponíveis; além de carrinhos elétricos disponibilizados para o transporte de materiais pesados. Afinal, são dez mil metros quadrados de área total, três subsolos, 1.500 vagas de garagem e a previsão de uma população de 1.500 moradores a partir dos próximos meses, já que as duas torres restantes serão entregues em breve.
“É uma mini cidade que demanda um profissional qualificado, porque há necessidade de gerenciar a segurança, limpeza, tráfego, manutenção, regras de convívio e uso dos espaços, algo que um síndico sem formação terá dificuldades para realizar”, observa o gerente administrativo Gilberto Daniel de Souza, que atua na construtora responsável pelo empreendimento e acumula a função de síndico do local. Economista e contador graduado, Gilberto é síndico há 15 anos, 14 deles em outros condomínios, como o edifício comercial Amazonas Center, que abriga a sede de sua empresa em meio a 85 salas de serviços variados, atendendo a uma população fixa em torno de 400 pessoas, além de 600 visitantes diários. Em ambos os empreendimentos, Gilberto aplica os conceitos da gestão de facilidades, especialmente na implantação dos condomínios erguidos pela construtora.
“No Totalitá implantamos todo ‘enxoval’ junto com a administradora, ou seja, equipamos o condomínio com todas as facilidades, organizamos a área de carga e descarga, instalamos coletores de lixo, fizemos o cadastramento dos prestadores de serviços, colocamos o mensageiro e proporcionamos tranquilidade ao condômino”, relata Gilberto. Mesmo com toda sua experiência e profissionalização, o síndico Gilberto contratou um gerente predial para atuar em tempo integral no Totalitá, amparado por uma estagiária administrativa, um “manutencista” e 20 funcionários terceirizados para a segurança e a limpeza. Contratou ainda profissionais de Educação Física que dão assessoria na sala de fitness, com horários programados, a um custo mensal de R$ 22,00 por família que queira utilizar o serviço.
“Nossa gestão foi buscar e gerir uma qualidade de vida aos moradores”, afirma o síndico, destacando que os benefícios acabaram gerando uma relação respeitosa dos condôminos em relação à administração e às normas, “pois eles sabem que estão sendo tratados como devem”. No outro edifício em que atua, no Amazonas Center, o relacionamento humano e a profissionalização também fazem parte do escopo das “facilidades” implantadas. “Os colaboradores recebem treinamento constante para atender o visitante de forma prática e o mais rápido possível. São treinados também na segurança patrimonial”, relata Gilberto. Segundo ele, este treinamento é realizado dentro do próprio condomínio por uma empresa especializada, com vistas a mostrar in loco como lidar com as situações que podem surgir no dia a dia.
Entre as demais medidas típicas da gestão de facilidades, o Amazonas Center oferece ainda ao usuário: opção de estacionamento pago para o visitante dentro da edificação; sistema de atendimento dos pacientes para os consultórios médicos; funcionários treinados para receberem idosos e portadores de necessidades especiais; brigada de incêndio e simulações; segurança monitorada por meio de 32 câmeras de CFTV e alarme; comunicação e programação de partida e chegada nos elevadores; vestiário e refeitório apropriados para os funcionários; organização da área de carga e descarga; e contratação de um Patrulheiro Mirim, responsável pela distribuição das correspondências “quase em tempo real”.
As “facilidades” são implantadas conforme se observa as necessidades dos condôminos, desempenhando assim, o síndico e/ou o gerente predial, o papel de um verdadeiro prefeito, conforme definiu Gilberto de Souza.


RAZÕES PARA PROFISSIONALIZAR A GESTÃO CONDOMINIAL - Materia da Prof Adm cond

Contadora e administradora, professora, ex-síndica e autora do livro “Revolucionando o condomínio” (Editora Saraiva), Rosely Benevides de Oliveira Schwartz aponta, em entrevista abaixo, a necessidade de profissionalização da administração dos condomínios, não apenas pela complexidade das obrigações e compromissos legais que tornam praticamente impossível a um síndico realizar o seu trabalho sem apoio profissional, mas também pela necessidade de providenciar diariamente obras e serviços de manutenção, de forma a cuidar da valorização do patrimônio dos condôminos. Rosely fala ainda sobre uma nova função que está ganhando corpo no Brasil, o Gestor de Facilidades, tema de um MBA realizado pela professora junto Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo). 


Por Rosali Figueiredo


Pergunta: O que tem levado os condomínios à necessidade de profissionalizar a sua gestão?

Rosely Schwartz: São várias as razões, entre elas o aumento das exigências legais, que coloca o condomínio como uma empresa, quando este é tomador de serviços. Só não temos ainda a obrigação de fazer a entrega da Declaração do Imposto de Renda, mas temos que reter e recolher COFINS, CSLL e PIS, dependendo do valor e do serviço contrato. Os condomínios localizados no Município de São Paulo devem ter inscrição na Prefeitura, descontar e recolher o ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza), dependendo da atividade da empresa, e entregar a DES. O condomínio, além de atender as obrigações junto ao INSS referente aos seus empregados, possui também a obrigação de reter e recolher o INSS de muitos serviços contratados na condição de cessão de mão-de-obra ou empreitada, como vigilantes, jardineiros, limpeza e reformas. Até a isenção do síndico possui encargos do INSS e da Receita Federal. Outros itens que exigem muita atenção são o cumprimento das normas de segurança contra incêndio e os cuidados com a saúde, seja dos empregados (PCMSO, PPRA, PPP, CIPA) ou dos moradores (limpeza da caixa d’água, análise da água). Além desses itens, que são impostos aos condomínios, para que haja valorização do patrimônio, as manutenções devem ser realizadas de forma constante e com qualidade dos serviços. Portanto, hoje o gestor precisa possuir conhecimento e tempo para dedicar-se às diversas exigências, sendo indispensável a contratação de uma empresa especializada de qualidade, que dará suporte a todas as atividades, dividindo responsabilidades.


Pergunta: Os condomínios ganharam a mídia, parece que esta despertou para a questão, isso tem a ver com o fato de boa parte de a população paulistana viver hoje em ambientes coletivos?

Rosely Schwartz: Esse espaço conquistado na mídia é muito importante para mostrar as dificuldades e o quanto temos que mudar para vivermos bem em condomínio. Hoje são mais de 4,5 milhões de pessoas, em São Paulo, vivendo em condomínio. Esse número só tende a crescer em função da falta de espaço e de segurança. Será necessário mudar a cultura, pois o morador não pode manter os mesmos costumes que tinha quando morava em uma casa ou achar que só porque paga o condomínio ele tem o direito de agir como quiser. 


Pergunta: Qual deve ser o perfil do gestor condominial?

Rosely Schwartz: Acredito que a principal qualidade de um bom gestor seja a integridade, que terá como consequência direta a transparência de suas ações, facilitando aos moradores o acesso às informações e documentos. Além disso, será  fundamental para o bom desempenho da função ser um conciliador das opiniões dos moradores ou usuários, sem contudo deixar de considerar toda Legislação e normas, principalmente a Convenção e o Regulamento Interno. Outro ponto relevante é ter a disposição de dividir responsabilidades, ou seja, administrar com uma equipe. Hoje a área exige busca constante de conhecimento, que não deverá concentrar-se apenas no síndico, mas também criar possibilidade para que haja constante treinamento para os funcionários. 


Pergunta: Qual o padrão de convívio e relação as pessoas devem buscar nos condomínios?

Rosely Schwartz: Deve-se buscar um ambiente de harmonia constante, onde prevaleça o respeito entre todos os membros, inclusive os funcionários. Todos deverão sentir-se seguros, tanto em relação à criminalidade, como todos os itens contra incêndio e saúde.


Pergunta: Quais os recursos o gestor ou síndico têm para se atualizar e profissionalizar? 

Rosely Schwartz: Hoje os gestores possuem várias formas para se manterem atualizados, entre eles estão: 
a) Revistas e jornais especializados, como a própria Revista Direcional Condomínios, Jornal do Síndico etc.;
c) Cursos de curta duração: Curso de Administração de Condomínios –EPD (Escola Paulista de Direito); Curso de Administração de Condomínios – SECOVI; Cursos da AABIC; Cursos da ABRAFAC (Associação Brasileira dos Gestores de Facilidades);
d) Curso de Pós-Graduação: Gerenciamento de Facilidades – MBA / USP;
e) Eventos: Direcional Síndico; Expo-Síndico. 


Pergunta: Fala-se hoje em um novo profissional para a área condominial, o gestor de facilidades. É um profissional em atuação em vários segmentos econômicos (de comércio, serviços e indústrias) ou diz respeito mais aos condomínios, especialmente os comerciais e os grandes residenciais? 

Rosely Schwartz: O Gestor de Facilidades, também chamado Facilities ou Facilities Management possui como principal atribuição a gestão operacional do edifício ou empreendimento. Esse poderá ser um edifício residencial ou comercial, um shopping center, hospital, centro cultural, parque de diversões, indústria. Portanto é necessário em todos os edifícios, visando de forma resumida dar todo suporte para que as atividades sejam desenvolvidas da melhor forma e que seu custo seja o menor com a total qualidade. Uma das definições seria: Gerenciamento visando à integração de Pessoas, Propriedade e Tecnologia e objetivando atender as expectativas dos usuários e a estratégia das organizações. 


FACILITY MANAGEMENT: UMA MATÉRIA INTERDISCIPLINAR ENTRE ADMINISTRAÇÃO, CONTABILIDADE, DIREITO E ENGENHARIA CIVIL

Resumo
Facility Management (FM) se apresenta como uma ciência nova no Brasil. Dessa forma,
ainda não existem cursos ou disciplinas específicas que tratem do assunto e dos conceitos
relativos ao FM. A inexistência de um curso pode ser causada, pelo fato de o mercado de
trabalho não sentir a necessidade e não perceber as vantagens do FM. A primeira estimativa
de FM no Brasil demonstra um mercado de R$ 100 bilhões e pode contar com um
crescimento de 10% ao ano. Mas esta estimativa, ainda é, em grande parte, incerta, pois
faltam informações a respeito do volume de imóveis comerciais e industriais. Entretanto, para
se elaborar uma disciplina de FM não é importante saber com exatidão o volume do mercado,
mas sim, o conteúdo da disciplina e em qual curso será inserida. Dessa forma, este estudo tem
por objetivo... analisando a disciplina de FM no curso de contabilidade, recomendou-se
abordar: as dimensões, mercado e as tendências do FM, pontos de abordagem de concepção,
métodos e instrumentos, funções horizontais de FM e as aplicações nas programas de CAFM
– Computer Aided Facility Management. E ainda, pesquisar a análise empírica do FM no
Brasil e o apanhado de diferentes conceitos do FM no mundo. Mas para conduzir pesquisas
significativas, as universidades brasileiras necessitam abordar o Facility Management em seus
cursos, de forma interdisciplina.
Palavras-chaves: Facility Management, interdisciplinaridade, mercado de FM.
1. Introdução
O Facility Management (FM), também encontrado na literatura como Facilities
Management, já é utilizado no processo empresarial imobiliário há aproximadamente 25 anos
e teve seu desenvolvimento inicial nos Estados Unidos (EUA). Porém, tem se popularizado
entre consultores e empresas no mundo nos últimos anos (SCHULTE; PIERSCHKE, 2000).
No Brasil, sua introdução teve início por volta do ano de 2003, com a criação da Associação
Brasileira de Facilities (Abrafac) em 2004 (QUINELLO; ROBERTO, 2006).
O mercado imobiliário é um mercado de grande monta e é subdividido em dois grupos
de imóveis: residenciais e comerciais. Uma característica da exploração dos imóveis
residenciais é que estes produzem poucos custos de exploração e de manutenção durante o
tempo de utilização, ao contrário dos imóveis comerciais que produzem altos custos
operacionais e de manutenção. Isto motivou o início da busca pela otimização destes gastos na
procura da redução dos custos, o que é proporcionado pelo estudo do FM.
Além da Abrafac existem hoje, várias empresas que oferecem serviços de FM no
Brasil, mas estas continuam no seu estágio inicial. Ou seja, em função do tamanho do
mercado, parecem poucas empresas, e ainda, há de se considerar a lacuna existente, pela falta
de abordagem do assunto no ensino superior. Pois, percebe-se que o serviço e o ensino de FM
são mais desenvolvidos nos países como Alemanha, Austrália e Estados Unidos.
Dessa forma, o presente estudo aborda os serviços, o mercado e o desenvolvimento do
FM no Brasil. O objetivo principal consiste em analisar as possibilidades de criar uma
disciplina de Facility Management com os possíveis conteúdos e áreas problemáticos, que
oferecem muitas possibilidades de pesquisas futuras. Ressalta-se a relevância deste estudo,
visto que o assunto é pouco discutido na literatura e ainda encontra barreiras quanto a sua
implementação. No quesito prático, este estudo propicia a implementação e disseminação da
FM no Brasil.